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Emulador avançado de PSone com alto desempenho, gráficos em HD e recursos robustos de configuração

Emulador avançado de PSone com alto desempenho, gráficos em HD e recursos robustos de configuração

Vote (1 votos)

licença do Programa De pagamento

Desenvolvedor Schtruck & LDchen

Versão 13.0

Funciona em Android

Vote

(1 votos)

Desenvolvedor

Schtruck & LDchen

Funciona em

Android

licença do Programa

De pagamento

Versão

13.0

Prós

  • Alta compatibilidade com jogos de PSone e bom desempenho geral
  • Gráficos em alta definição com OpenGL, shaders, dithering e correção de tremor de polígonos
  • Grande suporte a formatos de imagem de disco e arquivos comprimidos
  • Várias opções de controle, incluindo até 10 gamepads virtuais, controles físicos e Guncon
  • Recursos avançados como multiplayer via LAN, uso de outros dispositivos como gamepad e suporte preliminar a VR
  • Suporte a NFS para carregar jogos diretamente da rede e compressão de jogos via free_disk_space

Contras

  • Interface pouco intuitiva, com menus complexos e curva de aprendizagem alta
  • Pasta do aplicativo oculta no armazenamento, o que atrapalha o gerenciamento manual de arquivos
  • Relato de perda pontual de save em cartão de memória virtual, gerando insegurança
  • Suporte a alguns controles (PS3, PS4, Xbox 360) ainda em desenvolvimento
  • Modo de tela ampla pode distorcer jogos 2D

FPse for Android é um emulador de PSone que leva os jogos do primeiro PlayStation diretamente para o seu smartphone ou tablet, com foco em desempenho, recursos gráficos avançados e muitos ajustes finos. Ele emula jogos a partir de imagens de disco e oferece desde filtros visuais até modos multiplayer diferenciados.

É uma opção indicada para quem gosta de mexer em configurações, quer explorar opções avançadas de vídeo, som e controle, e já tem alguma familiaridade com emuladores. Quem prefere algo totalmente simples e intuitivo pode estranhar a interface e a curva de aprendizagem.

Interface e biblioteca de jogos

O FPse organiza bem a sua coleção de jogos. A interface faz uma varredura automática no armazenamento local, localiza as imagens de PlayStation e exibe as capas dos títulos. Há três modos de menu, todos baseados em capas, e em um deles ainda é possível ver amostras em vídeo de cada jogo. O próprio app consegue gravar cerca de 20 segundos de gameplay para usar como prévia, o que deixa a biblioteca mais visual e agradável de navegar.

Por outro lado, os menus são densos e podem confundir no começo. Opções como formatação de cartão de memória virtual, gerenciamento de saves e escolha de pastas exigem paciência. A pasta padrão do FPse no armazenamento fica oculta, o que complica quando se tenta localizar manualmente arquivos dentro do próprio app. Depois de entender a lógica, o uso flui melhor, mas não é uma experiência exatamente amigável para iniciantes.

Desempenho, compatibilidade e áudio

O emulador foi pensado para rodar de Android 2.3 até 8, com prioridade em velocidade e ampla compatibilidade. Segundo a descrição, funciona inclusive em dispositivos mais simples e apresenta ganhos significativos em aparelhos mais recentes. Na prática, a combinação de alto desempenho com suporte a muitos jogos de PSone é o grande ponto forte do FPse.

A qualidade de áudio também recebe atenção. O app oferece emulação de trilhas de áudio de CD usando arquivos .cue junto com imagens .bin, o que ajuda a preservar músicas e efeitos sonoros característicos dos jogos de PlayStation. Som aliado a boa compatibilidade cria uma sensação bastante próxima da do console original.

Gráficos em alta definição e OpenGL

Um dos diferenciais do FPse está no tratamento de imagem. Com o uso de OpenGL, o emulador pode exibir os jogos em alta resolução, com resultado bem mais nítido que no hardware original. Há ainda um renderizador por software em alta definição que pode multiplicar a resolução nativa em até 4 vezes, além de shaders e dithering de texturas para refinar o visual.

Os plugins gráficos externos são suportados, e o FPse baixa automaticamente o arquivo de plugins na primeira execução. Para jogos 3D, existe um modo de tela ampla nativa que amplia o campo de visão e preenche telas modernas, algo que agrada bastante visualmente. Em jogos 2D, porém, o próprio desenvolvedor avisa que o resultado pode ficar estranho em proporções e espaçamento, então esse recurso é mais adequado para títulos totalmente tridimensionais.

Outro detalhe técnico interessante é a opção específica para reduzir o tremor de polígonos em modo OpenGL de alta definição, um defeito comum nos jogos de PSone que aqui ganha um ajuste dedicado.

Controles, gamepads e modos multiplayer

O FPse é bastante completo em termos de controle. Na tela, é possível usar até 10 modelos de gamepads sobrepostos, que podem ser baixados diretamente do app, o que oferece boa flexibilidade de layout. Há suporte a analógicos, vibração (force-feedback), giroscópio (G-Sensor), touchscreen e botões físicos do dispositivo.

Para quem prefere controles físicos, o emulador funciona com acessórios como IcontrolPAD, BGP100, Zeemote e Wiimote (por meio do Bluez IME). Também há suporte a controles de PS3, PS4 e Xbox 360, embora o próprio desenvolvedor comente que essa parte ainda está em desenvolvimento nativo e, portanto, longe de perfeita.

Um recurso curioso é a emulação de pistola Guncon, em que o jogador usa o dedo na tela para “atirar”. Os botões A e B da pistola aparecem nos cantos esquerdos da tela. Isso, aliado a jogos de tiro compatíveis, pode render sessões bem divertidas.

O app ainda investe em modos multiplayer diferenciados. Existe um modo experimental via LAN com dois dispositivos Android que permite jogar em dois jogadores em títulos que originalmente não tinham essa função, com Tekken 3 citado como exemplo. Há também um modo exclusivo em que um único dispositivo roda o jogo, e até quatro outros aparelhos Android funcionam como controles sem fio, cada um com sua tela atuando como um gamepad virtual. Para quem gosta de jogar em grupo, é um extra bem interessante.

Além disso, o FPse oferece busca automática de códigos de trapaça, recurso de autofire com diferentes frequências e suporte a compressão rápida de jogos, individualmente ou em lote, por meio da função free_disk_space para economizar armazenamento.

Formatos de arquivo, rede e recursos especiais

Em termos de compatibilidade com arquivos, o FPse é bastante flexível. Ele abre imagens de disco nos formatos .img, .iso, .bin, .cue, .nrg, .mdf, .pbp e .Z, e lida automaticamente com arquivos comprimidos em .zip, .rar, .7z, .ecm e até .ape. As imagens compactadas são extraídas de forma inteligente, o que reduz o trabalho de descompactar tudo manualmente.

Outro ponto forte é o suporte nativo ao protocolo NFS, que permite carregar jogos diretamente pela rede local, a partir de um NAS ou de um computador, sem depender apenas da memória interna ou do cartão do dispositivo.

Para quem gosta de experimentar novas formas de jogar, o FPse já traz suporte preliminar a óculos de realidade virtual, como Gear VR, Google Cardboard, Homido e similares. A implementação ainda é inicial, mas mostra preocupação em acompanhar formatos mais modernos.

Saves, estabilidade e curva de aprendizagem

O sistema de saves combina os cartões de memória virtuais tradicionais do PSone com os famosos savestates, que permitem salvar o jogo em qualquer ponto. Isso é excelente para títulos mais difíceis ou fases longas.

Durante o uso, no entanto, houve um problema pontual envolvendo gravações no cartão de memória virtual em um jogo específico, em que um arquivo de save simplesmente não estava mais disponível ao acessar o slot do memory card. Como havia outras gravações recentes, a perda ficou limitada a cerca de uma hora de progresso, mas a situação gera desconfiança, mesmo sem certeza se a falha partiu do emulador ou da própria imagem do jogo.

Somando esse episódio ao fato de que a pasta do FPse fica oculta no armazenamento e que o fluxo de menus para salvar, formatar cartões e localizar arquivos não é muito claro, o resultado é uma experiência que pode frustrar quem está começando. Após alguma insistência e ajustes, o sistema passa a funcionar de forma confiável, porém o caminho até chegar lá poderia ser mais simples.

Por outro lado, o atendimento do desenvolvedor dentro do próprio app costuma ser mais pessoal, fugindo das respostas automáticas que se veem com frequência em aplicativos do tipo, o que conta pontos quando surgem problemas ou dúvidas.

Conclusão

FPse for Android entrega um pacote muito robusto para quem quer jogar PSone no celular: alta compatibilidade, desempenho forte, gráficos em alta definição com OpenGL, grande variedade de formatos de arquivo, integração com controles físicos e modos multiplayer criativos. Em contrapartida, cobra um preço em usabilidade, com menus pouco claros, pasta oculta no armazenamento e alguns tropeços pontuais com saves.

Para quem busca um emulador cheio de recursos e não se importa em investir tempo aprendendo cada opção, o FPse continua sendo uma escolha poderosa. O desenvolvedor também oferece uma versão mais recente, redesenhada (FPse64), apresentada como mais rápida, mais estável e com visual atualizado, que pode interessar a quem quer a experiência mais moderna possível dentro do mesmo ecossistema.

Prós

  • Alta compatibilidade com jogos de PSone e bom desempenho geral
  • Gráficos em alta definição com OpenGL, shaders, dithering e correção de tremor de polígonos
  • Grande suporte a formatos de imagem de disco e arquivos comprimidos
  • Várias opções de controle, incluindo até 10 gamepads virtuais, controles físicos e Guncon
  • Recursos avançados como multiplayer via LAN, uso de outros dispositivos como gamepad e suporte preliminar a VR
  • Suporte a NFS para carregar jogos diretamente da rede e compressão de jogos via free_disk_space

Contras

  • Interface pouco intuitiva, com menus complexos e curva de aprendizagem alta
  • Pasta do aplicativo oculta no armazenamento, o que atrapalha o gerenciamento manual de arquivos
  • Relato de perda pontual de save em cartão de memória virtual, gerando insegurança
  • Suporte a alguns controles (PS3, PS4, Xbox 360) ainda em desenvolvimento
  • Modo de tela ampla pode distorcer jogos 2D